segunda-feira, 21 de março de 2016

Escolhendo a escola pela primeira vez (Agosto de 2015)

Em agosto de 2015 colocamos o Danillo numa escolinha do bairro onde outra criança implantada já estudava há uns anos e estava se dando muito bem no desenvolvimento da audição e da fala. Para nós foi importante essa escolha, pois os profissionais já conheciam aparelhos de implante coclear e não teriam dificuldades em receber uma criança implantada. A adaptação não foi nada fácil, nem pra ele, nem pra mim. O meu maior receio era quanto à ausência da comunicação verbal dele e sua possível dificuldade de se fazer entender, ou frustração por não ser entendido. Pra ele a maior dificuldade era ficar sem mim na escola, situação que eu nunca soube lidar, já que eu chorava mais que ele. Ele demonstrava sua insatisfação não querendo vestir a farda de manhã cedo, nem usar os aparelhos. Chegávamos à porta da escola e eu tinha que vestir a farda dentro do carro. Às vezes nem conseguia colocar os aparelhos. A coordenação da escola então, depois de um mês de tentativa de adaptação me pediu para não ficar mais na escola, para que ele ganhasse confiança e independência. Isso foi como uma facada no meu coração. Mas eu fiz isso por que já conhecia a confiança que ele tinha na professora de sua salinha. Todos na escola sempre foram muito receptivos e calorosos, mas meu apego de mãe leoa não conseguia soltar a criar. Quando soltei, deu certo. Ele ficou muito bem. Participava de tudo. Eu já ia até pra casa e nem ia buscar ele mais cedo como no começo. Mas infelizmente a professora dele teve que se ausentar por causa do filhinho... fiquei insegura. Isso acabou se juntando a umas coisinhas que não gostei de terem acontecido e também a falta do dinheiro extra que pagaria o colégio. Tivemos que tirar o Danillo da escolinha. Em breve, quando as coisas melhorassem, eu escolheria uma escola definitiva para ele começar e concluir os estudos nela. 



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