Em agosto de 2015 colocamos
o Danillo numa escolinha do bairro onde outra criança implantada já estudava há
uns anos e estava se dando muito bem no desenvolvimento da audição e da fala.
Para nós foi importante essa escolha, pois os profissionais já conheciam
aparelhos de implante coclear e não teriam dificuldades em receber uma criança
implantada. A adaptação não foi nada fácil, nem pra ele, nem pra mim. O meu
maior receio era quanto à ausência da comunicação verbal dele e sua possível dificuldade
de se fazer entender, ou frustração por não ser entendido. Pra ele a maior
dificuldade era ficar sem mim na escola, situação que eu nunca soube lidar, já
que eu chorava mais que ele. Ele demonstrava sua insatisfação não querendo
vestir a farda de manhã cedo, nem usar os aparelhos. Chegávamos à porta da
escola e eu tinha que vestir a farda dentro do carro. Às vezes nem conseguia
colocar os aparelhos. A coordenação da escola então, depois de um mês de
tentativa de adaptação me pediu para não ficar mais na escola, para que ele
ganhasse confiança e independência. Isso foi como uma facada no meu coração.
Mas eu fiz isso por que já conhecia a confiança que ele tinha na professora de
sua salinha. Todos na escola sempre foram muito receptivos e calorosos, mas meu
apego de mãe leoa não conseguia soltar a criar. Quando soltei, deu certo. Ele
ficou muito bem. Participava de tudo. Eu já ia até pra casa e nem ia buscar ele
mais cedo como no começo. Mas infelizmente a professora dele teve que se
ausentar por causa do filhinho... fiquei insegura. Isso acabou se juntando a
umas coisinhas que não gostei de terem acontecido e também a falta do dinheiro
extra que pagaria o colégio. Tivemos que tirar o Danillo da escolinha. Em
breve, quando as coisas melhorassem, eu escolheria uma escola definitiva para
ele começar e concluir os estudos nela.


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