Em agosto de 2015 colocamos
o Danillo numa escolinha do bairro onde outra criança implantada já estudava há
uns anos e estava se dando muito bem no desenvolvimento da audição e da fala.
Para nós foi importante essa escolha, pois os profissionais já conheciam
aparelhos de implante coclear e não teriam dificuldades em receber uma criança
implantada. A adaptação não foi nada fácil, nem pra ele, nem pra mim. O meu
maior receio era quanto à ausência da comunicação verbal dele e sua possível dificuldade
de se fazer entender, ou frustração por não ser entendido. Pra ele a maior
dificuldade era ficar sem mim na escola, situação que eu nunca soube lidar, já
que eu chorava mais que ele. Ele demonstrava sua insatisfação não querendo
vestir a farda de manhã cedo, nem usar os aparelhos. Chegávamos à porta da
escola e eu tinha que vestir a farda dentro do carro. Às vezes nem conseguia
colocar os aparelhos. A coordenação da escola então, depois de um mês de
tentativa de adaptação me pediu para não ficar mais na escola, para que ele
ganhasse confiança e independência. Isso foi como uma facada no meu coração.
Mas eu fiz isso por que já conhecia a confiança que ele tinha na professora de
sua salinha. Todos na escola sempre foram muito receptivos e calorosos, mas meu
apego de mãe leoa não conseguia soltar a criar. Quando soltei, deu certo. Ele
ficou muito bem. Participava de tudo. Eu já ia até pra casa e nem ia buscar ele
mais cedo como no começo. Mas infelizmente a professora dele teve que se
ausentar por causa do filhinho... fiquei insegura. Isso acabou se juntando a
umas coisinhas que não gostei de terem acontecido e também a falta do dinheiro
extra que pagaria o colégio. Tivemos que tirar o Danillo da escolinha. Em
breve, quando as coisas melhorassem, eu escolheria uma escola definitiva para
ele começar e concluir os estudos nela.
Diário da gravidez, nascimento e surpresas da vida do meu filho, Danillo.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Primeiro ano do segundo implante - dia 13 de novembro de 2015
Há um ano tem sido feito
mapeamento em dois implantes. O lado esquerdo sempre mais avançado que o
direito. Mas a meta é igualar os dois. Nosso Danillo detesta os mapeamentos,
faz muito escândalo, tem muita resistência. Mas no final dá certo.
Durante o segundo semestre
matriculamos o Danillo numa escolinha, onde já estudava, há 4 anos, um coleguinha de implante. Fomos muito bem
recebidos. Todos tiveram muita paciência comigo... sim comigo. Eu dei mais
trabalho que o Danillo. Ele não se sentia seguro em ficar sem mim e eu acabava
deixando ele mais inseguro pela minha proteção excessiva. Então ele começou a
ficar na escola sem mim, participava direitinho das tarefas, mas começou a se
recusar a ficar com os aparelhos. Resumindo tivemos que tirá-lo da escola por
questões pessoais. Mas foram dois meses de muito crescimento pra mim e pra ele.
Quanto à sua comunicação,
ainda é muito restrita. Algumas palavras já são pronunciadas sem consoantes ou
fazendo o uso do “B”. Palavras que Danillo já falou: mamãe, papai, bom dia,
azul, banana, miau, au-au, quáquá e outras onomatopeias, Elisa (nossa gatinha),
Diego (irmão). Todas do jeitinho só dele.
Hoje, dia 21 de março de 2016 a
palavrinha preferida e que serve pra tudo é Oi. Ele aprendeu a dizer Oi pra atender
ao telefone, durante uma brincadeira em família, desde então ele diz Oi pra
todas as situações. Oi quando chega, Oi quando nos vê chegando, Oi quando quer
algo na cozinha, Oi quando a gente faz o que ele quer, Oi só pra fazer
gracinha... e pode estar até sem os aparelhos... ele diz Oi também. E espera a
nossa resposta com Oi. Mas ele não fala qualquer Oi, ele fala o próprio Oi, um
pouco demorado no O e mais curtinho no I. Dá vontade de ouvir o dia inteiro de
tão linda que é a voz dele e o jeitinho de falar.
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